(Marcos Gimenes)

Cantor, compositor e violonista, Marcos Gimenes já deixou registrada a sua contribuição à música brasileira. Esse talentoso artista, que em 1965 se tornou integrante do grupo musical Os Yarassus, consagrou-se nas décadas de 60, 70 e 80, à frente daquela que se firmou como uma das mais expressivas bandas no cenário musical do país.

Curioso que o primeiro dom artístico que ele manifestou, ainda na infância, foi o de ator. No palco do Teatro John Kennedy, do Centro Cultural 4 de abril, pôde dar vazão à sua desenvoltura dramática.

Marcos Gimenes sempre participou dos festivais de MPB em Marília, evento que despontou no cenário musical fomentando a participação de grupos e artistas como Gilson de Sousa, Jessé, Fagner, A Cor do Som, o maestro Julio Medaglia, José Bliamonte, Rogério Duprat e o compositor Tom Zé, entre outros. Em sua trajetória de festivais, Marcos Gimenes alcançou várias vezes o primeiro lugar, na qualidade de melhor intérprete. Incentivador e organizador do projeto “Talento”, revelou expressões da MPB como Ricardo Matsuda, Fernando Franco, Gilson Dias, Mario Ferez e Chico de Assis.

Em 2006, ele participou, ao lado de artistas consagrados como Zeca Collares, Flavio Marconds, Alex Vernasque, Banda Língua Preta e Os Pícios, da coletânea musical Uma Pedra no Caminho, com músicas extraídas do livro de mesmo título do escritor Mario Milani. Em parceria com Zeca Collares, tomou parte do curta-metragem Guerra da água, executando o arranjo de Quando a viola desafina, simbologia ecológica de preservação ambiental.

Aliás, devido ao sucesso desse projeto, envolvendo música e literatura, Mario Milani repetiu a dose com História Fazenda do Estado. E dessa vez Marcos Gimenes participou com cinco composições de sua autoria, atendendo a pedido do autor, que fez questão da sua presença no disco que acompanha o novo livro.